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Acalasia esofágica: entenda as causas e saiba como tratar a doença

Tempo de Leitura: 3 min
Sumário

A acalasia esofágica é uma condição que dificulta a passagem de alimentos devido a problemas no esfíncter esofágico inferior. As causas podem incluir fatores genéticos, imunológicos e ambientais. Opções de tratamento variam desde terapias medicamentosas até procedimentos cirúrgicos. Entenda mais sobre esse assunto lendo o texto abaixo.

ACALASIA ESOFAGICA DR. KASSAB BLOG

A acalasia esofágica é uma desordem do esôfago, o canal muscular que conecta a garganta ao estômago. Nesta condição, ocorre uma falha na capacidade do esfíncter esofágico inferior (EEI) em relaxar adequadamente durante a deglutição, levando a dificuldades na passagem de alimentos e líquidos para o estômago. 

Normalmente, o EEI relaxa para permitir a entrada de alimentos no estômago após a deglutição, mas na acalasia esofágica, esse processo é comprometido devido à degeneração dos nervos responsáveis pelo controle dos músculos esofágicos. 

Como resultado, os pacientes experimentam sintomas como dificuldade em engolir, regurgitação, dor no peito e perda de peso.

Neste artigo, vamos explorar acalasia esofágica, incluindo suas causas, opções de tratamento e modos de como abordar essa condição e manter a qualidade de vida. Leia até o final e saiba mais! 

Quais as causas da acalasia esofágica?

Em nosso meio, a principal causa acalasia esofágica é a doença de Chagas, uma doença transmitida por um inseto (o barbeiro) que inocula no ser humano um protozoário, o Trypanosoma cruzi. Em muitos casos (acalasia idiopática) a doença não é totalmente compreendida, mas pode estar associada a doenças reumáticas, particularmente a esclerodermia,  especialmente em mulheres. 

Nos casos não relacionados à doença de Chagas, há várias teorias. Uma delas sugere que a acalasia ocorre devido à degeneração dos nervos no esôfago, especificamente no plexo mioentérico, uma rede de nervos que controla os movimentos peristálticos do órgão. 

Essa degeneração pode ser causada por uma resposta autoimune, na qual o sistema imunológico ataca erroneamente os próprios tecidos do corpo.

Outra hipótese é que a acalasia seja desencadeada por uma infecção viral que danifica os nervos esofágicos. Vários vírus são suspeitos nesse processo, incluindo o herpes simplex e o vírus de Epstein-Barr. Além disso, fatores ambientais, como exposição a toxinas ou agentes tóxicos, também podem desempenhar um papel no desenvolvimento da condição.

Embora a acalasia esofágica não seja considerada uma doença hereditária, casos familiares têm sido relatados, sugerindo uma predisposição genética para a condição. 

Certos genes podem aumentar a susceptibilidade de um indivíduo à acalasia, mas ainda não foram identificados de forma conclusiva.

Quais as opções de tratamento para acalasia esofágica?

O tratamento da acalasia esofágica visa aliviar os sintomas e melhorar a capacidade de engolir alimentos. As opções de tratamento podem variar dependendo da gravidade dos sintomas e das preferências do paciente.

Uma abordagem comum é o tratamento medicamentoso, que envolve o uso de medicamentos para relaxar o esfíncter esofágico inferior (EEI) e ajudar na passagem dos alimentos. 

Os medicamentos mais comumente prescritos para isso são os bloqueadores dos canais de cálcio e os nitratos, que ajudam a relaxar os músculos do esôfago e a aliviar a pressão no EEI.

Outra opção de tratamento é a dilatação endoscópica, na qual um balão ou um dilatador é inserido no esôfago durante um procedimento endoscópico para alargar o esfíncter esofágico e facilitar a passagem dos alimentos. 

A miotomia esofágica laparoscópica é um procedimento cirúrgico minimamente invasivo que envolve o corte dos músculos do esfíncter esofágico para relaxá-lo e melhorar o fluxo de alimentos para o estômago.

Além disso, em casos graves ou quando outras opções de tratamento falham, a remoção do esôfago (esofagectomia) pode ser considerada como último recurso.

Como melhorar a qualidade de vida mesmo tendo acalasia esofágica?

Embora a acalasia esofágica possa apresentar desafios significativos para a qualidade de vida, existem várias estratégias que os pacientes podem adotar para melhorar seu bem-estar e lidar com os sintomas associados à condição.

Em primeiro lugar, é essencial seguir uma dieta adequada, com alimentos que sejam mais fáceis de engolir e que causem menos desconforto ao passar pelo esôfago estreitado.

Manter um peso saudável também é importante, pois o excesso de peso pode piorar os sintomas da acalasia. Adotar um estilo de vida ativo e praticar exercícios físicos regularmente pode ajudar.

Buscar apoio emocional também pode ser benéfico, seja por meio de grupos de apoio, terapia individual ou conversas com amigos e familiares que compreendam os desafios enfrentados.

Por fim, é essencial seguir as orientações médicas e realizar acompanhamento regular com um gastroenterologista ou especialista em saúde digestiva para monitorar a progressão da condição e ajustar o plano de tratamento conforme necessário. 

Com uma abordagem abrangente e o apoio adequado, é possível melhorar significativamente a qualidade de vida mesmo convivendo com a acalasia esofágica.

Dr. Paulo Kassab Imagem do Doutor CRM 42.138

Dr. Paulo Kassab

CRM:  42.138    
RQE: 45.777 - Cirurgia Geral
RQE: 64.606 - Cirurgia do Aparelho Digestivo
Sou graduado em Medicina pela Faculdade de Medicina de Santo Amaro, Mestre em Medicina(Cirurgia) pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e Doutor em Medicina (Cirurgia) e possuo Livre Docência pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

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