O câncer de estômago frequentemente é diagnosticado em fases avançadas, já com metástases. Porém, avanços na quimioterapia e imunoterapia vêm permitindo que alguns pacientes tenham resposta importante ao tratamento e, em situações específicas, possam até voltar a ter indicação cirúrgica.
O câncer de estômago, também chamado de câncer gástrico, infelizmente ainda é diagnosticado de forma tardia em muitos pacientes no Brasil. Em diversos casos, a doença já apresenta metástases no momento do diagnóstico.
As metástases podem atingir diferentes regiões do corpo, como:
Durante muitos anos, a presença de metástase significava ausência de indicação cirúrgica na maioria dos casos. No entanto, esse cenário começou a mudar com os avanços do tratamento oncológico.
Pesquisadores observaram que alguns pacientes com câncer gástrico metastático apresentam excelente resposta à quimioterapia. Em determinadas situações, as metástases podem reduzir significativamente ou até desaparecer após o tratamento sistêmico.
Com isso, alguns pacientes podem voltar a ser avaliados para cirurgia, especialmente quando existe bom controle da doença após a quimioterapia.
Esse conceito vem sendo cada vez mais discutido em centros especializados no tratamento do câncer gástrico.
Além da quimioterapia, alguns tipos genéticos de câncer de estômago apresentam boa resposta à imunoterapia.
Nesses casos, o tratamento imunoterápico pode controlar a doença de forma prolongada, inclusive em pacientes que já possuem metástases.
Atualmente, existem situações em que especialistas discutem até mesmo a possibilidade de evitar cirurgia, devido ao controle obtido com imunoterapia.
Cada caso de câncer gástrico metastático precisa ser avaliado individualmente. O tipo genético do tumor, a localização das metástases e a resposta aos tratamentos influenciam diretamente na definição da estratégia terapêutica.
Por isso, o acompanhamento com equipe especializada é fundamental para determinar qual abordagem oferece maior benefício ao paciente.
Em alguns casos, sim. Pacientes que respondem bem à quimioterapia podem voltar a ter indicação cirúrgica.
Os locais mais comuns são peritônio, fígado, pulmões e ossos.
Alguns tipos genéticos de câncer de estômago respondem muito bem à imunoterapia.
Não necessariamente. Hoje existem casos selecionados em que a cirurgia pode ser considerada após resposta ao tratamento.
Sim. O tratamento pode incluir quimioterapia, imunoterapia e, em situações específicas, cirurgia.
