We use cookies to help you navigate efficiently and perform certain functions. You will find detailed information about all cookies under each consent category below.
The cookies that are categorized as "Necessary" are stored on your browser as they are essential for enabling the basic functionalities of the site. ...
Necessary cookies are required to enable the basic features of this site, such as providing secure log-in or adjusting your consent preferences. These cookies do not store any personally identifiable data.
Functional cookies help perform certain functionalities like sharing the content of the website on social media platforms, collecting feedback, and other third-party features.
Analytical cookies are used to understand how visitors interact with the website. These cookies help provide information on metrics such as the number of visitors, bounce rate, traffic source, etc.
Performance cookies are used to understand and analyze the key performance indexes of the website which helps in delivering a better user experience for the visitors.
Advertisement cookies are used to provide visitors with customized advertisements based on the pages you visited previously and to analyze the effectiveness of the ad campaigns.
Esôfago de Barrett é uma doença que talvez você não ouça falar com muita frequência. Por isso preparamos este artigo para que você possa entender um pouco mais sobre esse problema.
Antes de comentarmos sobre o esôfago de Barrett, é importante falar sobre a doença do refluxo gastroesofágico. A doença do refluxo gastroesofágico é uma condição em que o ácido do estômago reflui para o esôfago. Os sintomas incluir azia, queimação no peito, rouquidão e tosse. A doença do refluxo gastroesofágico assim como toda doença, se não tratada adequadamente, passa por etapas de evolução e consequentemente os sintomas pioram em cada etapa.
O esôfago de Barrett pode desenvolver-se em uma dessas etapas da doença do refluxo. Pode ser de extensão maior ou menor; na maior parte dos casos é de pequenas proporções e pode ser acompanhado com intervalos maiores. Naqueles muito extensos a vigilância deve ser mais frequente.
A doença do refluxo esofágico é bastante prevalente no nosso meio. Como consequência do refluxo ocorre uma inflamação no esôfago conhecida como esofagite de refluxo. Há estudos feitos na América Latina que mostram taxas em torno de 12% da população. Grande parte dos pacientes conseguem manejar bem os seus sintomas com cuidados alimentares, cuidados com o peso etc. Por outro lado, parte deles podem apresentar progressão para as formas mais graves de doença.
Alguns pacientes com doença do refluxo acabam desenvolvendo verdadeiras feridas no esôfago em decorrência da presença do ácido gástrico. Essas lesões são conhecidas como esofagites e têm graus progressivos de gravidade. Os graus A, B, C e D, expressam, grosso modo, a intensidade da inflamação nas porções distais do esôfago.
Em muitos pacientes com inflamação persistente durante anos, o tecido que reveste internamente o esôfago (mucosa esofágica), pode sofrer uma transformação que inspira mais cuidados. O tecido esofágico sofre transformações que fazem com que fique semelhante ao tecido do estômago e do intestino. Essa condição é conhecida como esôfago de Barrett. Quando esse tecido transformado é mais extenso e começa a sofrer outras modificações, pode estar associado ao risco aumentado de câncer e precisa atenção redobrada.
Se você algum familiar seu tiver esse diagnóstico, não se assuste! Apesar do risco de câncer, estamos falando de uma incidência baixa. Por outro lado, é necessário realizar rotineiramente o acompanhamento do esôfago de Barrett. A periodicidade da realização da endoscopia é variável, e durante a endoscopia, múltiplas biópsias são obrigatórias.
Existem fatores individuais que também estão muito associados ao desenvolvimento do esôfago de Barrett, entre eles:
A obesidade é frequente nesses indivíduos e a maior parte não desenvolverá câncer, mas possuem fatores de risco aumentados. Estima-se que o câncer do esôfago distal é oito vezes mais comum em obesos.
O diagnóstico de esôfago de Barrett é feito através da endoscopia, realizada para avaliação de paciente com sintomas de refluxo ou em exames de rotina. Identifica-se área de mucosa “cor salmão” ou “cor vermelho-róseo”, semelhante a uma invasão digitiforme de mucosa gástrica no esôfago distal. Como já citado, a realização de múltiplas biópsias é sempre necessária para confirmar o diagnóstico.
O tratamento com medicamentos não tem ação específica para o esôfago de Barrett, mas pode proporcionar a regressão da doença. O objetivo é tratar a doença do refluxo gastroesofágico, aliviar os sintomas, prevenir o refluxo e evitar o agravamento da doença. Além dos medicamentos, o refluxo gastroesofágico deve ser tratado com medidas que envolvem mudanças de estilo de vida.
Em fase mais avançada, pode ser necessário o tratamento por via endoscópica, com a retirada do tecido do Barrett. Em alguns casos pode ser indicada a realização de cirurgia para tratamento do refluxo e ou correção de hérnia de hiato.
A regressão completa do esôfago de Barrett, não é muito comum e o mais importante é o controle do refluxo. Note-se, entretanto, que muitos pacientes jamais terão sintomas no início do quadro, por isso o rastreamento endoscópico e acompanhamento permanente são fundamentais.
Se você tem refluxo esofágico ou é portador de esôfago de Barrett, recomendo que tenha acompanhamento nutricional e físico e procure sempre um médico especialista no assunto.