O refluxo gastroesofágico sempre exige cirurgia? Na maioria dos casos, não. O tratamento costuma ser medicamentoso e eficaz, especialmente quando o paciente adota algumas mudanças. Descubra os exames necessários e quando a intervenção cirúrgica realmente é recomendada.
Refluxo gastroesofágico é grave? É necessário cirurgia?
O refluxo gastroesofágico é uma doença muito comum nos dias atuais, principalmente porque grande parte da população está um pouco acima do peso, fator que se destaca como a principal causa do problema.
Apenas uma ínfima parte dos pacientes com refluxo gastroesofágico deve ser submetida à cirurgia. A maioria dos casos não requer intervenção cirúrgica.
Para definir o melhor tratamento, é necessário analisar diversos fatores, como a intensidade do refluxo, o peso do paciente, as circunstâncias em que os episódios ocorrem, se há uma alimentação adequada, o grau de inflamação no esôfago e a presença de outras condições que possam favorecer o surgimento de esofagite.
Somente após essa avaliação detalhada é possível tomar uma decisão. Os exames iniciais recomendados incluem endoscopia, manometria esofágica (avaliação da pressão), pHmetria esofágica (medição do pH ao longo de 24 horas, semelhante a um holter cardíaco) e radiografia contrastada.
Com os resultados desses exames e considerando os sintomas relatados, o médico poderá definir a conduta mais apropriada.
Na grande maioria dos casos, o tratamento é feito com o uso de medicamentos, sem necessidade de cirurgia. Apenas pacientes que não respondem ao tratamento clínico ou que apresentam uma hérnia de hiato de grande volume, quando o estômago migra para o tórax e não retorna, são indicados para cirurgia.
É essencial destacar que pacientes com índice de massa corpórea superior a 28 não devem ser operados, pois tendem a apresentar recidiva precoce da doença. Nesses casos, a cirurgia costuma não trazer benefícios e, com a perda de peso, o refluxo pode desaparecer.
Dessa forma, indivíduos que apresentam sintomas de refluxo devem procurar um cirurgião do aparelho digestivo ou um gastroenterologista, para receber a orientação adequada e evitar procedimentos desnecessários.
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