Os tumores do intestino delgado são raros, mas podem ser graves devido ao diagnóstico tardio. Entenda por que eles ocorrem, quais são os principais tipos e os desafios para identificá-los precocemente.
O intestino delgado é um órgão muito importante, com cerca de cinco a sete metros de comprimento, sendo o local onde ocorre a absorção de todo o alimento.
Neste órgão há uma intensa e permanente renovação celular. Apesar disso, os tumores do intestino delgado são muito raros, e não se sabe exatamente o motivo, mesmo com a grande divisão das células. Ainda assim, há poucos casos de câncer nessa região. Uma das explicações possíveis é o fato de que o suco intestinal não permanece por muito tempo em contato com as células da mucosa.
Quando estes tumores surgem, porém, costumam apresentar maior gravidade, principalmente porque o diagnóstico geralmente é tardio. Isso ocorre porque não existe um exame simples, como a endoscopia, capaz de avaliar todo o intestino delgado, e a enteroscopia é um exame de realização complexa.
Os adenocarcinomas, que são os cânceres originados das células de revestimento interno do intestino delgado, costumam ser bastante graves e, na maioria das vezes, são diagnosticados tardiamente.
Existem também outros tipos de tumores do intestino delgado, como o tumor estromal gastrointestinal, conhecido como GIST, que tende a ser um pouco mais agressivo do que o GIST localizado no estômago.
O diagnóstico desses tumores geralmente acontece de forma ocasional, ou seja, de maneira fortuita, muitas vezes durante a realização de exames como ultrassonografia ou tomografia computadorizada. Por esse motivo, o diagnóstico tardio é frequente, o que pode levar o paciente a perder a chance de cura em função do atraso na identificação da doença.
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São formações anormais de células que se desenvolvem no intestino delgado, órgão responsável pela absorção dos nutrientes dos alimentos.
Apesar da intensa renovação celular nesse órgão, esses tumores são pouco frequentes, possivelmente porque o conteúdo intestinal permanece pouco tempo em contato com a mucosa.
Entre os principais estão os adenocarcinomas, originados das células de revestimento interno, e os tumores estromais gastrointestinais, conhecidos como GIST.
O intestino delgado é de difícil acesso para exames, e não há métodos simples como a endoscopia tradicional para avaliá-lo completamente, o que dificulta a detecção precoce.
Na maioria das vezes, o diagnóstico acontece de forma ocasional, durante exames de imagem como ultrassonografia ou tomografia solicitados por outros motivos.

