A diverticulose é caracterizada pela presença de pequenas bolsas na parede do intestino grosso e frequentemente não causa sintomas, entretanto, algumas pessoas podem apresentar sangramento intestinal. Entenda por que isso acontece, quais sinais exigem avaliação médica e como são realizados o diagnóstico e o tratamento. Entenda mais sobre esse assunto!

A diverticulose é caracterizada pela presença de divertículos, pequenas bolsas que se formam na parede do intestino, principalmente no intestino grosso, conhecido como cólon. É uma condição frequente, especialmente com o avanço da idade, e muitas pessoas não apresentam sintomas ou descobrem a alteração durante exames realizados por outros motivos.
Apesar de geralmente ser assintomática, a diverticulose pode apresentar complicações, incluindo sangramento intestinal, que pode surgir de maneira súbita. Reconhecer essa manifestação é importante para buscar atendimento adequado.
Neste artigo, abordaremos porque a diverticulose pode causar sangramento, quais sinais exigem avaliação médica e como são realizados o diagnóstico e o tratamento. Leia até o final e saiba mais!
O sangramento diverticular ocorre quando pequenos vasos sanguíneos associados aos divertículos sofrem lesão e se rompem. Esses vasos percorrem regiões próximas à parede dos divertículos e podem ficar mais vulneráveis com o passar do tempo, resultando em perda de sangue para o interior do intestino.
O quadro apresenta algumas características frequentes:
É importante diferenciar diverticulose de diverticulite. A diverticulose corresponde à presença dos divertículos, enquanto a diverticulite ocorre quando essas estruturas ficam inflamadas ou infectadas.
O sangramento diverticular, por sua vez, geralmente acontece sem inflamação associada e pode surgir mesmo em pessoas que nunca tiveram diverticulite.
Embora muitos episódios parem espontaneamente, algumas pessoas podem apresentar perdas sanguíneas significativas ou recorrentes. A quantidade de sangue observada nas fezes não permite, sozinha, determinar a gravidade do quadro.
Além disso, encontrar divertículos no intestino não significa que qualquer sangramento seja necessariamente causado por eles. Hemorroidas, pólipos, tumores e outras doenças também podem provocar sangue nas fezes.
Quais sinais indicam necessidade de procurar atendimento médico?
Qualquer episódio novo de sangramento intestinal merece avaliação médica, principalmente quando a quantidade de sangue é significativa ou existem sintomas associados. O sangramento diverticular pode variar desde pequenas perdas até hemorragias importantes capazes de provocar alterações na pressão arterial e nos níveis de hemoglobina.
Alguns sinais exigem atenção especial:
Pessoas idosas, pacientes com doenças cardiovasculares ou indivíduos que utilizam anticoagulantes e antiagregantes também necessitam de atenção especial diante de sangramento gastrointestinal.
Mesmo quando o sangramento desaparece espontaneamente, a avaliação pode ser necessária para investigar sua origem. Quando houver sangramento volumoso acompanhado de fraqueza intensa, desmaio, confusão, falta de ar ou outros sinais de instabilidade, o atendimento deve ser imediato.
A investigação da doença diverticular começa pela avaliação clínica, incluindo características e quantidade do sangramento, sintomas associados, doenças preexistentes e medicamentos utilizados.
Exames laboratoriais podem avaliar hemoglobina, coagulação e outras alterações relacionadas à perda sanguínea. A estratégia diagnóstica depende da intensidade do quadro e da estabilidade clínica.
Entre os recursos que podem ser utilizados estão:
A colonoscopia tem papel importante na investigação da hemorragia digestiva baixa e pode permitir tratamento endoscópico quando o ponto de sangramento é identificado. Em pacientes com sangramento significativo e contínuo, outros métodos podem ser necessários para localizar rapidamente o vaso afetado.
O tratamento também inclui medidas de suporte, como reposição de líquidos e, quando indicada, transfusão sanguínea. Muitos sangramentos diverticulares cessam espontaneamente, mas existe possibilidade de recorrência posteriormente.
Após o controle do episódio, o acompanhamento permite avaliar fatores associados, revisar medicamentos quando necessário e definir estratégias para reduzir riscos futuros.
Sim. O sangramento diverticular geralmente ocorre pelo rompimento de pequenos vasos próximos aos divertículos e pode acontecer mesmo sem um quadro de diverticulite.
Ele pode surgir de forma súbita, com sangue vermelho vivo ou mais escuro, muitas vezes sem dor abdominal, e apresentar intensidade variável.
Sangramento volumoso, desmaio, fraqueza intensa, confusão, queda da pressão, taquicardia ou falta de ar são sinais que exigem avaliação rápida.
A investigação pode incluir avaliação clínica, exames laboratoriais, colonoscopia e, em alguns casos, angiotomografia ou angiografia para localizar a origem do sangramento.
Não. Muitos episódios cessam espontaneamente, e a cirurgia costuma ficar reservada para casos graves ou quando o sangramento não é controlado por outras medidas.
