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Dificuldade para engolir pode ser disfagia? Entenda os sinais

Tempo de Leitura: 3 min
Postado em: 11/09/25
Atualizado em 16/09/2026
Sumário

Dificuldade para engolir pode indicar um problema de saúde chamado disfagia, que compromete a deglutição e impacta a qualidade de vida. Conheça os sinais, causas e formas de tratamento dessa condição que pode atingir pessoas de todas as idades. Entenda mais sobre esse assunto!

Pessoa idosa segura a garganta com expressão de dor enquanto toma uma bebida quente, sugerindo dificuldade para engolir ou disfagia.

A disfagia é um distúrbio que afeta a deglutição, ou seja, a capacidade de engolir alimentos, líquidos ou até mesmo saliva. 

Esse sintoma pode ser passageiro ou persistente e, quando contínuo, pode indicar alterações neurológicas, musculares ou estruturais no trato digestivo superior.

Ela pode ocorrer em pessoas de todas as idades, mas é mais comum em idosos ou em quem sofreu AVC, possui doenças neurológicas como Parkinson, ou passou por tratamentos que afetaram a garganta ou esôfago. 

Neste artigo, abordaremos o que pode causar disfagia, os principais sinais de alerta e como funciona o diagnóstico e tratamento dessa condição. Leia até o final e saiba mais!

O que pode causar disfagia

Diversas condições podem levar à disfagia, que pode ser classificada em orofaríngea ou esofágica, dependendo da localização da dificuldade para engolir. Suas causas incluem tanto alterações neurológicas quanto mecânicas.

A disfagia orofaríngea, em geral está relacionada a distúrbios neurológicos e musculares:

  • Acidente vascular cerebral (AVC)
  • Doença de Parkinson
  • Esclerose múltipla
  • Esclerose lateral amiotrófica (ELA)
  • Doença de Alzheimer

Já a disfagia esofágica pode ter como causas:

  • Refluxo gastroesofágico (DRGE)
  • Estenoses (estreitamentos do esôfago)
  • Divertículos do esôfago
  • Tumores esofágicos
  • Os diversos tipos de esofagite, dentre as quais a esofagite eosinofílica, relacionada a alergias alimentares,
  • Acalasia (alteração nos movimentos do esôfago) que pode ser provocada por doença de Chagas ou doenças reumáticas como Esclerodermia e Dermatomiosite
  • Complicações de cirurgias ou radioterapia
  • E o envelhecimento, o chamado esôfago senil, que em geral apresenta componentes orofaríngeos e esofágicos.

Também existem causas temporárias, como infecções ou inflamações na garganta. Entender a origem da disfagia é fundamental para o tratamento adequado e prevenção de complicações mais graves.

Sinais e sintomas que exigem atenção

A disfagia pode se manifestar de formas diferentes, variando conforme a causa e a gravidade da condição. Alguns sintomas são sutis, mas outros podem interferir diretamente na saúde e bem-estar do paciente.

Entre os principais sinais de disfagia, destacam-se:

  • Sensação de alimento preso na garganta ou no peito
  • Tosse ou engasgos frequentes ao comer ou beber
  • Dor ao engolir (odinofagia)
  • Perda de peso sem explicação aparente
  • Rouquidão ou alteração na voz após as refeições
  • Regurgitação de alimentos não digeridos
  • Necessidade de engolir várias vezes o mesmo alimento
  • Infecções respiratórias recorrentes, como pneumonia

Esses sinais devem ser observados com atenção, especialmente em idosos ou pessoas com histórico de doenças neurológicas. 

Quando não tratada, a disfagia pode causar aspiração pulmonar, levando à infecção dos pulmões. Assim, qualquer dificuldade persistente para engolir deve ser investigada por um médico o quanto antes.

Diagnóstico e tratamento da disfagia

O diagnóstico de disfagia é feito por meio da avaliação clínica e de exames específicos. O primeiro passo é procurar um médico.

Exames comuns no diagnóstico da disfagia incluem:

  • Videodeglutograma (exame de raio-X com contraste)
  • Endoscopia digestiva alta
  • Avaliação fonoaudiológica da deglutição
  • Manometria esofágica

Após o diagnóstico, o tratamento varia conforme a causa e a gravidade da disfagia. Ele pode incluir:

  • Fonoaudiologia para reabilitação da deglutição
  • Acompanhamento nutricional para evitar desnutrição
  • Medicações para controlar refluxo ou inflamações
  • Cirurgias corretivas quando possível, em casos mais graves
  • Adaptação da consistência dos alimentos

Em casos neurológicos, o tratamento pode ser contínuo e multidisciplinar, envolvendo médicos, fonoaudiólogos e nutricionistas. Quanto antes a disfagia for identificada, maiores são as chances de controlar os sintomas e garantir mais qualidade de vida ao paciente.

Saiba mais: Sinto dor abdominal frequente. Pode ser um sinal de câncer de intestino?

O que é disfagia e o que causa?

É a dificuldade para engolir, causada por problemas neurológicos, estruturais ou doenças do esôfago.

O que alivia a disfagia?

Tratamento da causa quando possível, fonoaudiologia, adaptação alimentar e medicamentos, quando indicados.

Quais exames detecta disfagia?

Videodeglutograma, endoscopia digestiva e avaliação fonoaudiológica são os mais utilizados.

Quanto tempo pode durar a disfagia?

Pode ser temporária ou crônica, dependendo da causa e da resposta ao tratamento.

Qual médico trata a disfagia?

Cirurgião do aparelho digestivo, otorrinolaringologista e/ou gastroenterologista, com apoio de fonoaudiólogos.

Dr. Paulo Kassab Imagem do Doutor CRM 42.138

Dr. Paulo Kassab

CRM:  42.138    
RQE: 45.777 - Cirurgia Geral
RQE: 64.606 - Cirurgia do Aparelho Digestivo
Sou graduado em Medicina pela Faculdade de Medicina de Santo Amaro, Mestre em Medicina(Cirurgia) pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e Doutor em Medicina (Cirurgia) e possuo Livre Docência pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

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