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Esofagite erosiva: quais são os riscos de não tratar?

Tempo de Leitura: 3 min
Postado em: 18/03/26
Atualizado em 16/09/2026
Sumário

A esofagite erosiva é uma inflamação do esôfago causada principalmente pelo refluxo ácido. Sem tratamento, pode evoluir com complicações como úlceras e estenoses. Saiba os riscos, sintomas e quando tratar adequadamente. Entenda mais sobre esse assunto!

Pessoa com a mão no peito, sugerindo desconforto ou dor na região torácica.

A esofagite erosiva é uma inflamação da mucosa do esôfago caracterizada pela presença de erosões visíveis ao exame endoscópico, geralmente causada pelo refluxo ácido crônico. O contato repetido do conteúdo gástrico com a parede esofágica provoca lesões que podem gerar dor, queimação e dificuldade para engolir.

Quando não tratada adequadamente, a condição pode evoluir com complicações estruturais e funcionais importantes, impactando a qualidade de vida e aumentando o risco de doenças mais graves. 

Neste artigo, abordaremos as principais causas e fatores de risco da esofagite erosiva, as possíveis complicações da ausência de tratamento e as formas de diagnóstico e manejo adequados. Leia até o final e saiba mais!

Principais causas e fatores de risco da esofagite erosiva

A esofagite erosiva está fortemente associada à doença do refluxo gastroesofágico, condição em que o conteúdo ácido do estômago retorna ao esôfago de forma frequente. Esse contato repetido compromete a integridade da mucosa, levando à formação de erosões e inflamação persistente.

Entre os principais fatores que contribuem para o desenvolvimento da doença, destacam-se:

 • Relaxamento inadequado do esfíncter esofágico inferior
• Hérnia de hiato
Obesidade
• Gravidez
Consumo excessivo de álcool
• Tabagismo  • Cirurgia plástica abdominal

Além disso, determinados hábitos alimentares podem agravar o quadro, especialmente quando associados ao refluxo já estabelecido. Refeições volumosas, ingestão frequente de alimentos gordurosos e deitar-se logo após comer, favorecem a exposição ácida prolongada.

Alguns medicamentos também podem irritar diretamente a mucosa esofágica ou reduzir a proteção natural contra o ácido:

 • Anti-inflamatórios não esteroides
• Alguns antibióticos
• Bifosfonatos

O reconhecimento precoce desses fatores é essencial para interromper o ciclo inflamatório e evitar a progressão das lesões. A persistência da agressão ácida sem tratamento adequado aumenta significativamente o risco de complicações estruturais no esôfago.

Complicações e riscos de não tratar a doença

A ausência de tratamento da esofagite erosiva pode levar à progressão das lesões, com agravamento da inflamação e comprometimento estrutural do esôfago. A exposição contínua ao ácido favorece o surgimento de úlceras mais profundas e sangramentos.

Entre as principais complicações estão:

 • Úlceras esofágicas
• Sangramento digestivo
• Anemia por perda crônica de sangue
• Estreitamento do esôfago

A estenose esofágica ocorre devido à cicatrização repetida das lesões, formando tecido fibroso que reduz o calibre do órgão. Isso pode causar disfagia progressiva e impactar significativamente a alimentação e o estado nutricional do paciente.

Outra complicação relevante é o esôfago de Barrett, condição em que ocorre substituição do epitélio normal por tecido metaplásico como resposta à agressão crônica:

 • Alteração celular pré-maligna
• Maior risco de adenocarcinoma esofágico

Embora nem todos os casos evoluam para câncer, o risco é superior ao da população geral, exigindo acompanhamento especializado. Portanto, negligenciar o tratamento pode resultar em desfechos potencialmente graves e maior complexidade terapêutica no futuro.

Diagnóstico e tratamento adequados da esofagite erosiva

O diagnóstico da esofagite erosiva é realizado principalmente por meio da endoscopia digestiva alta, exame que permite visualizar diretamente as erosões na mucosa esofágica e classificá-las conforme sua gravidade.

A investigação clínica também é fundamental, considerando sintomas como:

 • Queimação retroesternal
• Dor ao engolir
• Regurgitação ácida
• Sensação de alimento parado

O tratamento tem como objetivo reduzir a exposição ácida e permitir a cicatrização das lesões. Os inibidores da bomba de prótons são a base terapêutica, promovendo controle eficaz da acidez gástrica.

Além da medicação, mudanças no estilo de vida são essenciais:

 • Perda de peso quando indicado
• Elevação da cabeceira da cama
• Evitar deitar após refeições
• Reduzir álcool e tabaco

Em casos refratários ou com complicações estruturais, pode ser necessária abordagem endoscópica ou cirúrgica. O acompanhamento médico regular é indispensável para monitorar a resposta ao tratamento e prevenir recorrências.

O manejo adequado reduz significativamente o risco de complicações e melhora a qualidade de vida, reforçando a importância de não negligenciar os sintomas e buscar avaliação especializada precocemente.

Perguntas Frequentes:

O que causa esofagite erosiva?

Principalmente refluxo ácido crônico, além de hérnia de hiato, obesidade, álcool, tabagismo e alguns medicamentos irritativos.

Quais são os sintomas da esofagite erosiva?

Queimação, dor ao engolir, regurgitação ácida e sensação de alimento parado no esôfago.

Esofagite erosiva pode evoluir para complicações graves?

Sim, pode causar úlceras, estenose, sangramento e aumentar o risco de esôfago de Barrett.

Esofagite erosiva tem cura?

Tem controle eficaz com tratamento adequado, medicação e mudanças no estilo de vida.

Quando procurar um médico por esofagite erosiva?

Ao apresentar queimação frequente, dor persistente ou dificuldade para engolir.

Dr. Paulo Kassab Imagem do Doutor CRM 42.138

Dr. Paulo Kassab

CRM:  42.138    
RQE: 45.777 - Cirurgia Geral
RQE: 64.606 - Cirurgia do Aparelho Digestivo
Sou graduado em Medicina pela Faculdade de Medicina de Santo Amaro, Mestre em Medicina(Cirurgia) pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e Doutor em Medicina (Cirurgia) e possuo Livre Docência pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

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