Descubra por que o estadiamento do câncer gástrico é uma das etapas mais importantes após o diagnóstico. Entenda como ele influencia o tratamento, o prognóstico e as chances de controle da doença. Entenda mais sobre esse assunto!

O câncer gástrico é um tumor maligno que se desenvolve nas células do estômago e continua entre as principais causas de morte por câncer no mundo. Após a confirmação do diagnóstico, uma das etapas mais importantes é determinar a extensão da doença, o quanto a doença está ou não disseminada, esse processo é conhecido como estadiamento.
Essa avaliação permite identificar o quanto o tumor cresceu, se houve comprometimento de linfonodos e se existem metástases em outros órgãos. Essas informações são fundamentais para definir a estratégia terapêutica mais adequada e estimar o prognóstico.
Neste artigo, abordaremos como é feito o estadiamento do câncer gástrico, o que significa cada estágio da doença e como o estadiamento define o tratamento e o prognóstico. Leia até o final e saiba mais!
Após a confirmação do diagnóstico por endoscopia digestiva alta com biópsia, inicia-se o estadiamento do câncer gástrico. O objetivo dessa etapa é determinar a extensão da doença, identificar possíveis disseminações e fornecer informações essenciais para o planejamento terapêutico.
Quanto mais preciso for o estadiamento, maiores são as chances de indicar o tratamento mais adequado para cada paciente.
O sistema mais utilizado é o TNM, desenvolvido pela Associação Internacional de Câncer Gástrico e adotado pela União Internacional Contra o Câncer (UICC) e pelo American Joint Committee on Cancer (AJCC), que avalia três componentes principais:
Para obter essas informações, diferentes exames podem ser necessários, conforme cada caso:
A integração dos achados clínicos, endoscópicos, radiológicos e anatomopatológicos permite definir o estágio da doença com maior precisão.
Esse processo é indispensável para estabelecer a melhor estratégia terapêutica e evitar tanto tratamentos insuficientes quanto intervenções desnecessariamente agressivas.
Depois da avaliação pelo sistema TNM, o câncer gástrico é agrupado em estágios que variam de 0 a IV. Essa classificação facilita a compreensão da extensão da doença e orienta a definição do tratamento mais indicado. De modo geral, quanto mais precoce o estágio, maiores são as possibilidades de tratamento curativo e melhores os resultados em longo prazo.
Os principais estágios são:
É importante destacar que pacientes classificados no mesmo estágio podem apresentar características biológicas diferentes. Atualmente, fatores como perfil molecular (genético), determinam a possibilidade de usar drogas mais recentes através de anticorpos específicos e/ou imunoterapia. Alguns dos perfis moleculares estudados são o HER2, a instabilidade de microssatélites (MSI), a presença de Claudina 18.2 e expressão de PD-L1, eles também podem influenciar as decisões para o tratamento.
Assim, o estágio representa um dos pilares da avaliação clínica, mas deve sempre ser interpretado em conjunto com as características individuais do paciente e do tumor para proporcionar um tratamento personalizado.
O estadiamento do câncer gástrico é determinante para a escolha da estratégia de tratamento. Cada estágio possui objetivos diferentes, que podem variar desde a cura até o controle da doença e a melhora da qualidade de vida. Dessa forma, conhecer a extensão do tumor evita tratamentos inadequados e permite um planejamento mais eficiente.
De maneira geral, as principais possibilidades incluem:
Além de orientar o tratamento, o estadiamento fornece informações importantes sobre o prognóstico. Em estágios iniciais, as taxas de sobrevida são significativamente maiores quando comparadas às fases avançadas da doença. Por isso, o diagnóstico precoce e o correto estadiamento têm impacto direto nos resultados clínicos.
A avaliação deve ser realizada por uma equipe multidisciplinar, composta por gastroenterologista, cirurgião do aparelho digestivo ou cirurgião oncológico afeito ao tratamento dessa doença, oncologista clínico, radiologista e patologista. Essa integração garante decisões mais precisas, individualizadas e alinhadas às melhores evidências científicas disponíveis.
É a avaliação que determina a extensão do câncer, considerando o crescimento do tumor, o comprometimento dos linfonodos e a presença de metástases.
Podem ser utilizados tomografia, ultrassonografia endoscópica, laparoscopia diagnóstica e, em situações específicas, PET-CT.
O estágio IV indica que a doença apresenta metástases em órgãos distantes ou disseminação pelo peritônio.
Sim. O estadiamento ajuda a definir estratégias como cirurgia, quimioterapia, terapias-alvo, imunoterapia ou cuidados paliativos.
Porque permite planejar o tratamento de forma mais adequada e fornece informações importantes sobre o prognóstico do paciente.
